Blogue da turma

O Dilema da Indústria Cultural

 

A indústria cultural faz parte do nosso dia a dia e pode ser considerada incontornável, visto que de uma ou de outra forma consumimos os seus produtos todos dias. Os pensadores Theodor Adorno, Max Horkheimer e Walter Benjamin abordaram este conceito, descrevendo-o como um meio de controle social, alienação e padronização dos produtos culturais em sociedades capitalistas. Eles argumentam que a cultura de massa transforma indivíduos em consumidores passivos, ao promover superficialidade e entretenimento mercantilizado, com foco em lucro em detrimento de valor artístico e reflexão crítica. Benjamin destaca a “aura” da arte, que é perdida na reprodutibilidade técnica, mas aponta que essa transformação pode democratizar a arte e utilizá-la para conscientização política, mesmo enfrentando riscos de mercantilização.

Em contraste, John Fiske – outro pensador – vê a cultura popular como um campo de batalha onde consumidores não são totalmente passivos, mas criam novos significados e formas de resistência. Ele sugere que mesmo em um contexto de padronização, há espaço para a expressão individual e transformação cultural.

Então o debate que se levanta aqui é, afinal de contas, os produtos da Indústria Cultural alienam o cidadão, ou são um incentivo a criatividade, no ambiente globalizado e tecnológico no qual vivemos hoje?

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *